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Despedimento

Do consumo à conexão íntima: Redefinindo o engajamento digital para 2025

Do consumo à conexão íntima: Redefinindo o engajamento digital para 2025

AOR social AOR social, Estratégia Go-To-Market, Momentos nas Redes Sociais, Social 4 minutos de leitura
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Escrito por
Asahi Ruiz Jimenez
SVP, Global Brand Strategy & Product

A close-up image of a smartphone mounted on a tripod, capturing a cheerful woman with curly hair wearing a striped shirt during a video recording. A hand is visible in the foreground, about to tap a button on the phone screen.

Durante anos, a evolução do comportamento do usuário foi moldada pelo lançamento de novas tecnologias e plataformas digitais, que introduziram novas formas de comunicação, conexão e expressão. O WhatsApp possibilitou conversas em tempo real, o Zoom e o Microsoft Teams tornaram as reuniões virtuais comuns e o Netflix e o Spotify mudaram os hábitos dos usuários da programação programada para o consumo sob demanda.

Hoje, no entanto, o público está assumindo um papel mais ativo na formação de suas experiências digitais, inspirando Branding e plataformas a se adaptarem ao seu comportamento, e não o contrário. Veja o Discord, por exemplo, que começou como uma plataforma para que os jogadores se conectassem e fizessem streaming de forma colaborativa, mas depois viu sua base de usuários transformá-lo em um espaço para a construção de comunidades em uma ampla gama de tópicos. Em reconhecimento a essa evolução, o Discord reformulou e expandiu sua plataforma para acomodar terapeutas, consultores financeiros, criadores e muitos outros que já a utilizavam de maneiras diferentes.

Um dos principais motivadores dessa mudança é o fato de que o público está desejando interações significativas - algo que não pode ser realizado simplesmente como consumidores passivos. Como diz meu colega David Iñiguez Spinola, nosso Diretor de Estratégia: "Estamos nos afogando em informações, mas famintos por sabedoria. Estamos constantemente nos expressando para todos os nossos seguidores nas mídias sociais, mas buscamos momentos de introspecção. E à medida que nossas redes se ampliam, ansiamos por espaços menores e mais íntimos onde as conexões genuínas possam prosperar."

Isso marca uma mudança fundamental na forma como o público pensa - mas o que isso significa para as Branding? Em primeiro lugar, sua abordagem ao envolvimento digital precisa ser mais significativa e centrada no ser humano. Vamos explorar o que isso significa.

Passar da sobrecarga de informações para a sabedoria acionável.

Se pensarmos no grande volume de informações disponíveis on-line, é fácil entender por que as pessoas valorizam as fontes que oferecem clareza e profundidade. A constante inundação de conteúdo - grande parte dele irrelevante - fez com que os usuários se sentissem desconectados e sobrecarregados. Como resultado, há uma demanda significativa por insights com curadoria, significativos e personalizados que eliminem esse ruído.

Considere a crescente popularidade do TikTok para decisões cotidianas, como escolher um restaurante ou um café. Enquanto um aplicativo de mapas pode apresentar uma lista exaustiva de opções disponíveis, o TikTok simplifica o processo destacando apenas algumas das principais recomendações, muitas vezes acompanhadas de insights em primeira mão que mostram exatamente o que esperar. Isso transforma uma pesquisa rotineira em sabedoria acionável e digerível, aprimorando a experiência geral. Como as marcas podem adotar essa abordagem? Fazendo a curadoria de conteúdo - inclusive conteúdo gerado pelo usuário - que destaca os principais insights adaptados às necessidades do público e simplifica o processo de tomada de decisão.

compilation of screenshots from different TikTok videos

A reflexão pessoal é a nova norma.

Historicamente, grande parte de nossas vidas digitais tem sido gasta na busca de validação externa. No entanto, há uma observação a ser feita sobre como essa cultura de busca de aprovação muitas vezes resultou em interações superficiais e superficiais. Agora, estamos testemunhando uma mudança em direção à introspecção, com as pessoas procurando espaços que incentivem o envolvimento emocional, o crescimento pessoal e a autorreflexão.

Para as Branding, isso significa ir além das táticas tradicionais de marketing que priorizam curtidas e compartilhamentos. Em vez disso, elas se beneficiarão da promoção da autenticidade, do incentivo ao diálogo com seu público e da criação de espaços que ressoem profundamente com o público. Incentive os consumidores a compartilharem suas histórias, adapte sua mensagem às preferências individuais e crie narrativas que ressoem com experiências humanas compartilhadas.

As comunidades íntimas estão em ascensão.

Outro lado da mesma moeda: depois de anos acumulando seguidores e criando grandes redes, os públicos estão mudando para a contração. "Por muito tempo, priorizamos a quantidade em detrimento da qualidade, resultando em ambientes fragmentados e sem significado", diz Iñiguez Spinola. "Um grande público ou número de seguidores, para o bem ou para o mal, não garante um senso de pertencimento."

Pensamentos do Monks À medida que cresce o desejo de conexões autênticas, as pessoas estão se voltando para comunidades menores e mais unidas, construídas em torno de valores e interesses compartilhados.

Essa mudança sugere que as comunidades de nicho provavelmente moldarão o futuro das interações digitais. Para as Branding, essa é uma chance de deixar de se concentrar apenas no aumento do número de seguidores e passar a pensar em como cultivar comunidades que se alinham com seus valores e missão.

Um futuro guiado por profundidade e conexão.

Essa mudança em direção à sabedoria, à introspecção e à contração sinaliza não apenas um conjunto de tendências, mas um novo paradigma para o envolvimento digital. Chamamos isso de intimidade social, que permite uma ressonância emocional mais profunda e um entendimento compartilhado. Tanto as Brandings quanto as plataformas precisarão se adaptar projetando experiências que priorizem a autenticidade, o crescimento pessoal e as interações significativas em detrimento do volume de conteúdo ou das métricas superficiais.

Para as marcas que adotarem essa evolução, as recompensas serão duradouras, pois permanecerão relevantes em um mundo cada vez mais orientado por conexões e propósitos. Após anos de interações superficiais, o futuro do envolvimento digital está na criação de profundidade e no estabelecimento de relacionamentos que realmente importam.

Descubra por que o público anseia por conexões significativas, introspecção e comunidades de nicho, e como as marcas podem se adaptar para atender a essas expectativas. brand engagement social media AOR social Social Estratégia Go-To-Market Momentos nas Redes Sociais

Depois do hype, a operacionalização: as reflexões para o pós-NRF

Depois do hype, a operacionalização: as reflexões para o pós-NRF

Eventos da indústria Eventos da indústria, IA 3 minutos de leitura
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Escrito por
Monks

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Após dias de debates focados em inteligência artificial, empresas precisam olhar menos para as ferramentas em si e mais para as melhores formas de transformar as novidades em resultados

A NRF 2025 chegou ao fim. Foram três dias intensos que, como um todo, giraram em torno de um tema hegemônico: a inteligência artificial. Vale lembrar que, em 2024, a feira já havia dado bastante atenção a este tema. Mas, este ano, o teor, a qualidade e a intensidade das discussões puderam dar um passo além dos debates anteriores.

Um dos principais avanços é o fato de que, em 2025, a feira e os painéis tentaram aterrissar e tangibilizar as novidades tecnológicas. Mesmo que nem tantos casos consolidados de uso dessas inovações tenham sido apresentados, foi possível constatar que há um grande número de empresas e startups se dedicando quase exclusivamente à criação de soluções práticas usando IA. Ou seja, o caminho está traçado para que venham as aplicações dessas ferramentas – parece ser só uma questão de tempo até que elas se tornem viáveis financeiramente e em termos de escala.

Para quem participou da NRF, a viagem de volta para casa marca o início daquele que deveria ser um momento de reflexão profunda. O evento foi inspirador, mas é hora de pensar em como aproveitar todas as novidades sem esquecer que, no fim das contas, o que as pessoas (e os negócios) querem é gerar valor. É preciso olhar “para dentro de casa” e entender, de fato, quais as oportunidades para sair do superhype de IA e aplicar essas novidades de forma a melhorar o seu negócio e a experiência do cliente. Quais ferramentas têm maior potencial de aumentar a minha receita, melhorar minhas margens e deixar o meu cliente mais satisfeito?

Essa reflexão apareceu em uma fala de Keith Mercier, VP de retail e consumer goods da Microsoft. Ele pontuou (muito bem, aliás) que as empresas precisam definir com alguma agilidade os campos em que a IA pode alavancar o negócio. Também devem ser precisas nas escolhas e prioridades, para evitar ficarem presas no “purgatório dos pilotos”. Ou seja, sem uma compreensão sóbria dos seus gargalos e deficiências, e sem uma estratégia clara de adoção das novas ferramentas, as empresas podem ser sugadas pela empolgação em torno de IA, desperdiçando recursos em testes e mais testes de novidades que podem não ser as mais adequadas para o negócio.

Ao passo que é obviamente importante testar e adotar novas tecnologias, deve existir um processo estratégico de decisão para realmente extrairmos valor dessas ferramentas. É hora de sermos mais práticos, porque, no fim das contas, quem vai guiar toda essa tecnologia da era das máquinas serão as pessoas. Sua empresa precisa estar pronta para isso. Mas o que significa “estar pronta”?

Minha atenção se volta para dois fatores: o design organizacional e o desenvolvimento de habilidades e capacidades ligadas à IA. É preciso perguntar: temos hoje as pessoas certas para planejar e guiar essa jornada de transformação? A alta liderança da empresa está engajada e pronta para criar planejamentos estratégicos – e também orçamentos – que comportem e envolvam essas novas tecnologias, colocando os devidos incentivos nos pontos necessários? Todo esse direcionamento de mudança deve vir de cima para baixo, criando uma cultura na qual a mudança constante seja abraçada, e na qual os trabalhadores da empresa se sintam motivados e incentivados a seguir esse caminho.

Ou seja, é preciso imprimir a transformação de IA na empresa inteira. E isso passa também por treinar seus funcionários e colocar condições que favoreçam um desenvolvimento conjunto de habilidades individuais e coletivas. Nesse ponto, aliás, ainda se discute muito se a inteligência artificial vai acabar com alguns trabalhos. Na NRF, ficou claro que isso não é tão verdade – alguns postos sumirão, outros surgirão, mas quem não souber usar IA ficará para trás e correrá riscos. Se a empresa se planejar e guiar o caminho para as pessoas se desenvolverem e aprenderem, essa fórmula favorece transformar o hype em sucesso.

A principal lição que fica da NRF, portanto, é que o mundo está passando por mudanças significativas. Se você não for rápido ao abraçar essas transformações, corre risco de ficar para trás. Mas o desafio para as empresas agora é saber achar o equilíbrio entre a agilidade e a estratégia. Não adianta ser mais rápido que seu concorrente se seus próximos passos não levarem à evolução da proposta de valor e à melhora na experiência do cliente. É hora de abraçar a nova era tecnológica e, acima de tudo, ser certeiro para trazer retorno.

Artigo originalmente publicado no Meio&Mensagem

Entenda como as empresas podem aproveitar inovações em IA vistas na NRF 2025 para criar valor e construir estratégias eficazes. nrf artificial intelligence future of retail Eventos da indústria IA

NRF 2025: Tendências que transformam o Varejo

NRF 2025: Tendências que transformam o Varejo

Eventos da indústria Eventos da indústria, Inteligência Artifical, Performance 3 minutos de leitura
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Escrito por
Larissa Ferreira
Senior Inbound Marketing Analyst

NRF event floor action shots

O ano começou com tudo, e já cruzamos o hemisfério norte para trazer as novidades mais relevantes da NRF 2025, o maior evento de varejo do mundo. Realizado de 12 a 14 de janeiro, o evento reuniu mais de 40 mil participantes, e o time Monks esteve presente  com Rodolfo Tourinho e Pedro Milanezi, nossos Diretores de Mídias e Operações, e Lucas Palhares, Diretor de Growth. Reconhecendo a importância do evento como referência em tendências e inovação compartilhamos os principais destaques que prometem impactar o varejo.

Pensamentos do Monks É preciso olhar “para dentro de casa” e entender, de fato, quais as oportunidades para sair do superhype de IA e aplicar as novidades de forma a melhorar o negócio e a experiência de nossos clientes

Inteligência Artificial e Avanços Tecnológicos

O protagonismo nesta edição ficou por conta da inteligência artificial (IA), que deixou de ser apenas uma visão de futuro para se tornar uma realidade no setor varejista.

Entre as inovações que chamaram atenção, destacam-se:

  • Computer Vision: Tecnologia que permite análise visual para aprimorar experiências de compra.
  • Agentes Digitais: Assistentes virtuais capazes de compreender e atender às necessidades dos consumidores.
  • Digital Twins: Simulações digitais que ajudam varejistas a otimizar operações e melhorar interações.

Essas soluções não só aprimoram a jornada do cliente como redefinem a relação entre consumidores e marcas. Para aprofundar o tema, Pedro Milanezi compartilhou insights em um artigo para o Meio & Mensagem.

Conexões emocionais: o impacto dos fandoms

Outro tema de destaque foi a importância das conexões emocionais, ilustrada por cases de gigantes como Disney e Mattel. Essas marcas demonstraram como transformar paixões em negócios por meio de experiências imersivas.

Essa abordagem tem tudo a ver com nossa pesquisa, "A Era dos Fandoms", que explora o impacto das comunidades de fãs no mercado, na publicidade e nos hábitos de consumo. Quando o consumo é movido por sonhos e vínculos emocionais com as marcas, ele se torna ainda mais atrativo e memorável.

Novos modelos de lojas

Os espaços físicos estão evoluindo para destinos interativos que integram tecnologia, personalização e conexão emocional. Para conquistar os consumidores, as empresas precisam alinhar sua imagem às expectativas do público, garantindo que produtos e serviços cumpram o que prometem.

Em tempos de desafios econômicos e busca por eficiência, a criação de lojas que surpreendam e encantem é mais crucial do que nunca.

Experiência Integrada: O Futuro do Comércio sem Interrupções

O varejo de 2025 caminha para um modelo integrado, onde todas as interações do cliente com a marca fluem de maneira consistente e personalizada.

Principais tendências:

  • A meta será oferecer experiências homogêneas onde cada interação reflita preferências únicas.
  • Tecnologias como inteligência artificial serão cruciais para antecipar comportamentos dos clientes, criando ofertas personalizadas em tempo real.

Essas estratégias não apenas melhoram a satisfação do cliente mas também aumentam sua lealdade à marca.

A NRF 2025 trouxe insights sobre como a tecnologia está redesenhando o varejo global. Em um cenário onde experiências personalizadas são cada vez mais exigidas, é essencial que as empresas estejam prontas para abraçar e aplicar essas inovações. O futuro já começou, e o desafio é transformar tendências em ações que encantem e fidelizam consumidores.

O ano começou com tudo, e já cruzamos o hemisfério norte para trazer as novidades mais relevantes da NRF 2025, o maior evento de varejo do mundo e o time Monks esteve presente. performance AI Performance Inteligência Artifical Eventos da indústria

Dados: a peça-chave por trás das discussões de IA da NRF 2025

Dados: a peça-chave por trás das discussões de IA da NRF 2025

Maturidade de dados Maturidade de dados 3 minutos de leitura

Escrito por
Pedro Milanezi
Media Director

A computer screen showing code

Debates no maior evento do varejo do mundo se concentram em torno das novidades tecnológicas. Mas é preciso estabelecer uma boa estrutura para poder entrar de maneira certeira nesse universo

Passados os primeiros dias da NRF 2025, pude observar que o tema dominante nesta edição é, conforme esperado, inteligência artificial. Muitas novidades empolgantes têm sido apresentadas, permitindo vislumbrar um pouco do que o futuro reserva para o varejo nos próximos anos. Alguns dos avanços e tópicos tecnológicos que mais me chamaram a atenção foram:

Computer vision, ou visão computacional. Trata-se da tecnologia na qual robôs e computadores capturam imagens e processam dados a partir delas. Um exemplo prático é o checkout feito apenas colocando o produto num carrinho, em que um computador compreende quais itens estão sendo levados e permitindo pagar apenas aproximando o cartão.

Agentes digitais, que são sistemas autônomos inteligentes que não exigem comandos humanos para executar funções. É um dos tópicos mais quentes e importantes da feira. Há muitos casos sendo explorados de maneiras diferentes, mas os principais são de assistentes de compra, seja por chat ou por vídeo, que utilizam avatares muito parecidos com pessoas.

Digital twins, ou gêmeos digitais. Aqui a ideia é replicar um objeto físico num ambiente digital, permitindo que a IA proponha melhorias e ganhos de eficiência. Um exemplo que me chamou a atenção foi o case de uma varejista de materiais de construção. Utilizando gêmeos digitais de centros de distribuição, espaços de armazenamento e lojas – e câmeras em real time que atualizam constantemente o que está acontecendo em cada local –, a IA faz propostas de melhoria de volume de estoque, posicionamento dos itens e até contenção de danos no caso de algum acidente.

Muitas das novas tecnologias apresentadas na NRF ainda têm poucos casos consolidados de uso, que já tenham gerado resultados reais para os negócios. Algumas são ainda provas de conceitos, outras já estão em estágios mais avançados de adoção. De todo modo, já podemos entender, com alguma nitidez, para onde o mundo está indo e quais são as possibilidades futuras.

Na NRF, outros temas entram de forma mais indireta na conversa sobre IA, como, por exemplo, a hiper personalização – seja da jornada de compra ou dos produtos que as pessoas podem consumir. O termo “hiper personalização” pode ser até mais antigo que algumas ferramentas de IA, mas a coleta e processamento de dados via inteligência artificial ajudam muito a gerar insights mais rápidos e recomendar conteúdo durante a jornada de compra. O processo de compra se torna também uma troca rica, em que as partes aprendem, conversam e criam emoções e experiências.

E, aqui, chegamos àquele que, na minha avaliação, é o ponto mais crítico que está por trás de praticamente todas as discussões da NRF 2025: a utilização de dados. É impossível falarmos de uso de IA sem uma base sólida de dados que serão responsáveis por treinar e evoluir os modelos utilizados. Essa é uma conclusão especialmente relevante para o mercado brasileiro. Vemos poucas empresas no país, hoje, com maturidade de coleta e utilização de dados em patamares aceitáveis para fazer o mínimo uso de ferramentas como essas.

Na média da maturidade digital e de dados dos players brasileiros, casos que poderiam ser considerados simples – em que o treinamento do modelo é feito com dados em teoria já disponíveis, como, por exemplo, informações de catálogos de produto e sortimento loja a loja – acabam ficando complexos e de difícil implementação, levando a investimentos longos ou resultados frustrados. Tudo isso por causa da falta de uma boa estrutura de dados.

Ou seja, fica uma provocação para as empresas: é necessário priorizar o estabelecimento de uma estratégia de coleta e tratamento de dados. A partir disso, e colocando a experiência do cliente no centro, será possível redesenhar discussões estratégicas, aproveitando os insumos e caminhos valiosos apontados pelos times de dados e tecnologia.

É claro que nada disso é fácil. Há dois desafios principais que se impõem para as empresas que desejam adentrar nesse universo. O primeiro é que tudo isso exige investimento, capacidade técnica e uma cultura empresarial que abrace a mudança e dê a devida atenção para a coleta e estruturação de dados. O segundo diz respeito à privacidade e uso desses dados – existe uma grande discussão e preocupação em como captar e utilizar esses números respeitando as preferências e os limites impostos pelos consumidores.

Os primeiros dias de NRF, portanto, nos mostram que os avanços tecnológicos trazidos pela IA são empolgantes, mas exigem uma sólida base de dados – e cultura corporativa – que poucas empresas no Brasil têm. Somente a partir dessa estruturação é que será possível mergulhar de cabeça na nova era tecnológica do varejo.

 

Artigo publicado originalmente no Meio&Mensagem

Descubra como a NRF 2025 enfatiza a importância dos dados na revolução da inteligência artificial no varejo. consumer data data data analytics nrf Maturidade de dados

A infinita jornada de adaptação e as tendências do ano que começa

A infinita jornada de adaptação e as tendências do ano que começa

Eventos da indústria Eventos da indústria 3 minutos de leitura

Escrito por
Pedro Milanezi
Media Director

A view looking down a mall stairwell

Em um mercado que está em constante transformação, temas como tecnologia, inovação e personalização devem pautar debates em um dos eventos mais importantes do varejo

O ano de 2025 chegou e é tempo de reflexão sobre o que vem pela frente. E que espaço é melhor para isso do que a NRF, um dos eventos anuais mais importantes do varejo? Grandes líderes, inovadores e especialistas do setor estarão reunidos em Nova York para compartilhar análises, perspectivas, experiências e melhores práticas. As ideias que circularão por lá irão influenciar as estratégias em todo o mercado.

Ao discutir o futuro – seja no curto, médio ou longo prazo –, é importante lembrar que o varejo está em uma infinita jornada de adaptação. Ou seja, tudo está sempre em processo de mudança, trazendo novos desafios e reflexões. Então, quais devem ser as principais pautas transformativas discutidas na NRF deste ano?

Os primeiros temas que vêm à mente são, evidentemente, tecnologia e inovação. No último ano, tivemos muitas novidades nessas frentes, saindo do frenesi e aterrissando em casos concretos e replicáveis de uso de inteligência artificial. Já passamos do discurso de apenas otimizar o dia a dia para começar a focar em disrupções ou simplesmente em soluções que não eram desenvolvidas por conta de seu alto custo intelectual e financeiro. Nesse sentido, 2025 deve ser um ano de ainda mais materialização e de novas transformações práticas.

Na mesma toada, a personalização impulsionada por insights baseados em dados também deve estar muito presente em várias palestras da NRF. É um tema que dialoga intimamente com a inteligência artificial, porque essas ferramentas serão parceiras estratégicas e fundamentais para que a customização avance ainda mais, e permita alcançar os consumidores num nível pessoal. Também é um tópico que conversa com a grande diferença de padrão de consumo e comportamento das novas gerações, que estão ingressando com força e com maior poder aquisitivo no mercado.

Por isso, espero ver na NRF cases que mostrem como executar melhor – e escalar – a tão falada hiper personalização de conteúdo, seja pela integração de dados do consumidor omnichannel ou num provador virtual que sugere roupas com base no seu histórico de compra e provas. Aqui, o céu é o limite.

É importante manter em mente que quem movimenta o varejo são as pessoas e seus comportamentos, que estão estreitamente ligados às comunidades onde estão inseridas. O setor evolui em resposta às dores (e mudanças) no comportamento de consumo das pessoas. Isso só é possível se todas as partes estiverem de braços abertos para colaborar. A hiper personalização significa chegar nas pessoas certas com as mensagens certas e de modo mais eficiente, mas nada disso é estático – novamente aqui aparece a infinita adaptação.

Deste ponto, decorrem outros tópicos importantes que devem ser discutidos na NRF em 2025. Um deles é a priorização cada vez maior dada por consumidores à sustentabilidade no processo de decisão de compra. Essa tendência deve alimentar discussões centradas em como os varejistas podem alinhar suas práticas com os valores dos consumidores. Aliás, espero ver conteúdos que discutam como a IA é catalisadora desse processo, seja em insights ou melhorias em cadeias de suprimento, design de processos e produtos.

Por fim, estamos falando de tendências do setor, mas o varejo não está blindado dos fenômenos globais que afetam todos os mercados, como as condições macroeconômicas mundiais, ainda instáveis após a pandemia. O contexto de juros altos e inflação ainda sob mira dos Bancos Centrais poderá afetar em primeira mão o consumo e o desempenho da indústria, que está diretamente ligado ao patamar de investimento e, consequentemente, à evolução das experiências no varejo.

Ou seja, o varejo está sujeito às várias condições e novidades que afetam o mundo e os diferentes mercados. Mas tenho certeza que a NRF será uma excelente oportunidade para discutir de maneira aprofundada as novas tendências e inovações, em um momento de muito aprendizado e colaboração.

Artigo originalmente publicado no Meio&Mensagem

Descubra as tendências que moldarão o varejo em 2025 na NRF, com foco em tecnologia, inovação e personalização. nrf digital in retail experiential retail Retail Eventos da indústria

Perspectivas para a Inteligência Artificial em 2025

Perspectivas para a Inteligência Artificial em 2025

Consultoria em IA e tecnologias emergentes Consultoria em IA e tecnologias emergentes, IA 4 minutos de leitura
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Escrito por
Luiz Fernando Ruocco
SVP, Perfomance

A glass pill showing a message

Não é apenas uma questão de adotar as novas tecnologias só porque sim – ou, ainda, só para acelerar processos

Você, leitor ou leitora deste Meio & Mensagem, deve ter se deparado inúmeras vezes com análises dizendo que a inteligência artificial é a bola da vez. E, de fato, não há como negar que as novas tecnologias de LLM (Large Language Model) e ML (Machine Learning) já estão transformando nossa indústria de maneira significativa.

O impacto vai muito além das projeções futuristas. Ele já é palpável, e não se restringe ao que acontece das portas das agências para dentro. Inicialmente, as ferramentas de IA eram usadas de modo discreto, quase como instrumentos auxiliares para automação de funções cotidianas, como disparo de mensagens e elaboração de e-mails internos.

É difícil encontrar alguém que, a esta altura do campeonato, ainda enxergue a inteligência artificial desta forma. Isso porque as potencialidades estão cada vez mais latentes – e são discutidas publicamente por praticamente todos os players do mercado. Ainda assim, minha visão é que há uma espécie de interpretação equivocada sobre o real poder de transformação que as inteligências artificiais colocam sobre a mesa.

Antes de explicar em mais detalhes o meu raciocínio, vamos voltar um pouco no tempo. Até a popularização dos meios digitais, as agências tinham um modus operandi consolidado e que girava, evidentemente, em torno de operações físicas. Para ilustrar com um exemplo simples: durante décadas, as peças publicitárias eram feitas uma a uma por artistas que trabalhavam com instrumentos como lápis e pincel.

A digitalização promoveu uma revolução. As possibilidades se multiplicaram no mesmo ritmo das novas ferramentas, que surgiam e se popularizavam aos montes a cada ano. De um ponto de vista simbólico e até mesmo literal, o número de botões passíveis de serem clicados nas plataformas foi crescendo em ritmo alucinado. Pense num aplicativo de edição de imagem: novas ferramentas foram sendo incorporadas ao longo do tempo, desbloqueando novas funcionalidades e modalidades de uso.

Ao mesmo tempo, as agências também se transformaram para refletir todos esses movimentos. Cada uma das novas plataformas e cada um dos novos botões exigia um certo grau de expertise. Por isso, o que ocorreu foi uma segmentação das agências em silos, refletindo a necessidade cada vez maior de especialização dos profissionais.

É nesse contexto de ultra especialização que a inteligência artificial apareceu, a partir de 2017. E a evolução das próprias ferramentas de IA – cujo marco simbólico é, evidentemente, o lançamento do ChatGPT em novembro de 2022 – foi responsável por expandir os horizontes de forma bastante rápida. Em 2025, o ambiente está mais do que propício para inovações.

Ouço muitas pessoas do setor dizendo que IA vai deixar todos os processos mais rápidos. E que essa velocidade mais alta será a principal novidade desta nova era tecnológica. Esse pensamento traz uma limitação importante. Não que os ganhos de rapidez possam ser desprezados – afinal, são uma das faces do ganho de eficiência que a IA traz.

Mas a visão que temos na Monks é que a IA não é uma mera ferramenta, e sim um parceiro a ser incorporado ao nosso trabalho de forma integrada e estratégica. E que pode (e deve) ser usado para aprimorar o processo de tomada de decisão e aguçar o nosso senso de inovação.

Isso implica, em última instância, que precisamos pensar a implementação de IA fora da “caixinha” dos silos construídos nas últimas décadas. Não é que cada área dentro de uma agência deva investigar individualmente como pode usar as novas tecnologias. Essa reflexão precisa ser feita de forma macro, envolvendo todo o negócio.

Até porque a inteligência artificial está reduzindo o número de botões de cada plataforma. Atividades que antes requeriam grandes expertises e domínio de várias ferramentas agora podem ser feitas em um único comando, via inteligência artificial. Ou seja, a própria base do sistema de silos que definiu as agências até aqui está se transformando (para não dizer ruindo). Ao mesmo tempo, ter um domínio das ferramentas de inteligência artificial – em todas as suas variedades e empresas de origem – se prova um diferencial cada vez mais relevante.

A quebra dos silos significa que a inteligência artificial não vai ser usada apenas para produzir peças mais rapidamente e acelerar processos de comunicação interna. Ela vai ser usada para potencializar, de forma integrada, os conhecimentos de mídia, redes sociais, dados e criatividade para adaptar as mensagens em tempo real e garantir que os conteúdos certos cheguem às pessoas certas, no canal certo. E, é claro, com maior rapidez e menor preço. É aí que entram temas como personalização, análise preditiva de dados e automação de processos.

2025 será um ano de continuidade desses movimentos. Mas, mais importante, será um momento crucial para entender quais empresas estão prontas para encarar essas transformações e abraçar o pensamento disruptivo que a nova era de inteligência artificial exige.

Não é apenas uma questão de adotar as novas tecnologias só porque sim – ou, ainda, só para acelerar processos. O momento exige reflexão estratégica e capacidade para entender que a revolução de IA não é “para inglês ver”, mas sim para obter ganhos de eficiência em todas as frentes.

 

Artigo publicado originalmente no Meio&Mensagem.

Além da velocidade, entenda como a inteligência artificial transformará agências e a tomada de decisão em 2025. Personalização, análise preditiva e automação. artificial intelligence creative tech emerging tech Consultoria em IA e tecnologias emergentes IA

TikTok Ad Awards 2024: Monks é coroada a Agência do Ano!

TikTok Ad Awards 2024: Monks é coroada a Agência do Ano!

Eventos da indústria Eventos da indústria, Notícias da Monks 4 minutos de leitura
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Escrito por
Rafael Fernandes
Senior Marketing Analyst

header tiktok ad awards stage

Celebramos com grande alegria nossos resultados no TikTok Ad Awards 2024, que premiou as iniciativas mais criativas da plataforma, na última terça-feira, 17 de dezembro!

Afinal, somos a agência com mais indicações nesta edição, chegamos à final em 5 categorias importantes e saímos com dois prêmios, incluindo o inédito "Agência do Ano", um reconhecimento que combina nossos cases de sucesso à máxima aplicação das soluções e tecnologias da plataforma, bem como a nossa adesão ao programa de educação do TikTok reconhece.

Vamos relembrar cada destaque!

E o TikTok Ad Awards vai para…

Por trás de cada campanha, de cada finalista e de cada vitória, reside o nosso modelo 'Real Time Brands'. Em um mundo caótico, onde as tendências surgem e desaparecem na velocidade da luz, nossa abordagem nos permite manter as marcas relevantes e atuais. 

O que fazemos é simples, adaptamos as mensagens da marca para alavancar a cultura, e o mais importante, construímos com as pessoas. Vemos a criatividade como uma conversa viva e contínua com os consumidores, e não como algo estático e predefinido. Trabalhamos em tempo real, no mesmo ritmo da comunidade, para que as marcas dos nossos clientes brilhem com mais intensidade.

Entendemos que o TikTok é uma plataforma que respira dinamismo e se alimenta da cultura. Por isso, abraçamos a ideia de que a criatividade é uma ferramenta de comunicação que deve estar em constante evolução. Em vez de nos apegarmos a formatos tradicionais, buscamos criar campanhas que dialoguem com o público de forma autêntica e engajadora. Utilizamos dados e tecnologia para orientar nossas estratégias, mas nunca perdemos de vista a importância da intuição e da sensibilidade para criar narrativas impactantes.

Monks accepting a trophy at TikTok awards
Monks accepting a trophy at TikTok awards

Melhor campanha criativa para impacto no negócio

Nesta categoria trouxemos nossa capacidade de unir criatividade e performance, mostrando nossas raízes em transformar ideias em ações que vendem, convencem e conversem com as pessoas na linguagem que elas entendem no TikTok.

E saímos vencedores com a campanha “Tem criador de conteúdo no Magalu”, que exemplifica o poder da co-criação no ambiente digital. Fomos pioneiros com o uso da iniciativa TikTok One, e transformamos os sellers do marketplace do Magazine Luiza em criadores de conteúdo, estabelecendo um ecossistema, que além de gerar visibilidade para produtos e aumentar suas vendas, também gera renda para os creators.

magalu

Agência do Ano

Sermos reconhecidos como Agência do Ano no TikTok Awards 2024 é a consolidação de uma trajetória de compromisso com resultados e  inovação que conquistou espaço e trabalha em parceria com grandes marcas, como Magazine Luiza, Natura, Pringles, Netflix e muitas outras.

Nossa criatividade, aliada a nossa expertise em performance, nos permitiu trabalhar com nossos clientes para entregar resultados reais, enquanto fortalecemos as conexões entre marcas e comunidades, reforçando nossa crença na publicidade como um processo vivo, onde criatividade e impacto caminham juntos.

monks on stage at tiktok ad awards

Nossas conquistas

Além de nossas grandes vitórias, tivemos a alegria de sermos finalistas em diversas categorias importantes. Cada uma delas representa o trabalho criativo que nos trouxe até aqui:

Melhor Uso de Som

Com nossa campanha ‘Dê um POP no seu São João’, ajudamos Pringles a expandir sua presença no Nordeste com uma estratégia criativa que celebrou a música e a cultura da região. Junto do cantor Xand Avião, criamos uma música que acompanhava a vibe das festas juninas,e ganhou coração e voz dentro da comunidade TikTok, gerando mais de 67 milhões de visualizações, maior engajamento e, acima de tudo, uma lembrança de marca ainda mais forte.

gif pringles tiktok
gif pringles tiktok

Melhor Foco em Transformação

Fomos finalistas nesta categoria com ‘Tem criador de conteúdo no Magalu!’, que garantiu nossa vitória na categoria de impacto no negócio. Por meio dessa ação, engajamos comunidades e sellers, criamos um espaço que valoriza a cocriação, e também fortalecemos o empreendedorismo por meio do TikTok One. Vale lembrar que o Magalu também foi premiado como Anunciante do Ano, um resultado que muito nos orgulha e que solidifica ainda mais nossa parceria.

Nossa campanha ‘Dia dos Namorados Natura’ também brilhou entre os finalistas. Com uma estratégia pensada para explorar cada detalhe do funil de conversão, utilizamos soluções interativas, como Gesture Ads, sendo a primeira beauty-brand a utilizar essa funcionalidade, para criar uma conexão única com o público, levando seus cupons de desconto e o autocuidado para o centro das conversas.

E não podemos deixar de mencionar que, como agência secundária, também fizemos parte da campanha “Baile Funk BR.idgerton” da Netflix, vencedora da categoria “Melhor integração entre TikTok e offline”.

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Nossos próximos passos

A cultura no TikTok evolui em ritmos rápidos, e nosso trabalho é acompanhar esses movimentos e contribuir para ampliar e estabelecer novas conversas. Cada campanha que criamos é pensada para fazer parte desse ecossistema, gerando impacto tanto cultural quanto comercial. 

É isso que as conquistas no TikTok Awards representam, nossa capacidade de equilibrar criatividade, performance, tecnologia e relevância para transformar ideias em narrativas que conectam de forma genuína e consequentemente impactam negócios e marcas positivamente.

Vencer a categoria Agência do Ano nos lembra que estamos no caminho certo, mas seguimos desafiados a ir além. O futuro é agora e estamos sempre abertos a novas oportunidades para ampliar a presença de marcas no TikTok e em outros espaços.

Monks é coroada Agência do Ano no TikTok Ad Awards 2024, destacando criatividade e impacto em campanhas que conectam marcas e comunidades. advertising industry TikTok Notícias da Monks Eventos da indústria

Por que ainda não vemos a personalização em escala?

Por que ainda não vemos a personalização em escala?

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Escrito por
Carlos Pereira Lopes
Technology Director

A person shopping on a cellphone

A personalização em escala é uma das promessas mais almejadas tanto por varejistas quanto por consumidores. Segundo uma pesquisa da Epsilon, 80% dos consumidores estão mais propensos a realizar uma compra quando a marca oferece uma experiência personalizada. No entanto, mesmo com tecnologia disponível, a adoção da personalização em escala ainda é limitada. Por que isso acontece?

A tecnologia já está disponível

A tecnologia necessária para a personalização em escala já existe e está amplamente disponível. Segundo o Retail Outlook Report 2024 da Deloitte, 42% dos líderes entrevistados acreditam que a personalização de ofertas em escala é uma prioridade na aplicação das novas tecnologias de IA. Plataformas de inteligência artificial, machine learning e análise de dados estão mais acessíveis do que nunca, incluindo ferramentas open-source (código aberto), que facilitam ainda mais o processo de implementação. Contudo, a adoção em grande escala não é tão simples quanto parece. O que falta, na maioria dos casos, não é o acesso à tecnologia em si, mas a integração entre os diferentes sistemas presentes em um e-commerce.

 

Desafios da integração tecnológica

Os sites e sistemas de e-commerce são entidades complexas, compostas por diversas tecnologias que precisam funcionar em sincronia para entregar uma boa experiência ao usuário. Para que a personalização em escala funcione plenamente, essas tecnologias precisam estar integradas de forma robusta e coesa. Isso envolve a conexão entre plataformas de análise de dados, sistemas de marketing, Customer Data Platforms (CDPs) e até sistemas logísticos. O objetivo é obter uma visão unificada do cliente, sabendo quem ele é, o que procura, quais são seus interesses e, ao mesmo tempo, ter controle sobre o que pode ser oferecido a ele com base em localização, disponibilidade de produtos e outras variáveis.

 

O desafio cultural das empresas

Essa integração de sistemas representa, por si só, um grande desafio tecnológico. No entanto, o problema vai além do aspecto técnico. Grandes varejistas enfrentam a dificuldade adicional de alinhar culturalmente todas as áreas da empresa para que um projeto dessa magnitude seja possível. A personalização em escala não pode ser uma iniciativa isolada do departamento de tecnologia ou marketing. Ela requer colaboração entre todas as áreas da organização — tecnologia, operações, logística, atendimento ao cliente, entre outras. O desafio cultural é muitas vezes mais difícil de superar do que o técnico. Convencer múltiplos departamentos de que uma transformação desse porte é necessária e alinhá-los em torno de um mesmo objetivo pode ser um trabalho hercúleo.

 

A importância dos dados de qualidade

Os dados são o combustível da personalização. Para isso, as empresas precisam investir em dados first party e garantir que as informações sejam confiáveis e abrangentes. A era do uso indiscriminado de dados de terceiros está chegando ao fim, especialmente com as novas regulamentações de privacidade. Assim, as empresas precisam se adaptar a essa nova realidade, investindo em suas próprias bases de dados.

Contudo, apenas ter dados de qualidade não é suficiente. Esses dados devem ser processados e analisados de forma eficaz para que possam gerar recomendações personalizadas e valiosas em tempo real. É aí que entra a importância do deep learning. A verdadeira personalização em escala só é possível através de sistemas avançados de machine learning, que conseguem detectar padrões e inferir interesses dos usuários de forma contínua e dinâmica, entregando sugestões personalizadas em tempo real.

 

A aplicação do Monks.Flow na personalização em escala

Entendendo a necessidade de otimizar a jornada das empresas que desejam trabalhar com personalização em escala, desenvolvemos o Monks.Flow, um serviço profissional de inteligência artificial que ajuda nossa equipe e nossos clientes a aproveitar as ferramentas de IA generativas disponíveis no mercado. 

Também usamos a inteligência artificial em nossos processos de pesquisa e geração de insights por meio do Persona.Flow, nosso software proprietário. Esse sistema permite que nossos clientes e colaboradores interajam com um chat, alimentado por Large Language Models, treinado com dados do público para validar insights, desenvolver briefings mais assertivos e validar a estratégia e a criação em tempo real. 

Foi assim que ajudamos empresas como a Forever 21 e a Hatch a atingirem a personalização em escala e melhorarem o retorno sobre o investimento, ao mesmo tempo que liberamos as equipes para se concentrarem no pensamento estratégico e na expressão criativa, enquanto a IA cuidava das tarefas tediosas.

 

Superando desafios para a personalização

Embora o mercado já esteja caminhando nessa direção, a personalização em escala é mais do que apenas implementar uma tecnologia. Para que essa promessa se torne realidade, as empresas devem investir em uma estratégia abrangente que integre tecnologia, dados e cultura organizacional. Esse investimento exige uma visão de longo prazo e um comprometimento profundo, tanto em termos de recursos financeiros quanto em mudança de mentalidade. O retorno sobre esse investimento é claro: maior engajamento do cliente, aumento de conversões e, a longo prazo, fidelização de uma base de clientes satisfeita e leal. Vale reforçar que bons mecanismos de personalização podem reduzir o custo de aquisição em mais de 50%.

 

O futuro da personalização

A jornada para a personalização em escala exige que as empresas repensem suas operações, invistam em dados de qualidade e promovam uma mudança cultural que permita a verdadeira integração entre tecnologia e negócio. No final das contas, o sucesso da personalização em escala está diretamente ligado à capacidade das empresas de superar esses desafios e criar uma base sólida para essa transformação digital. A tecnologia já está aqui, mas é o esforço coordenado, a integração inteligente e o uso eficiente dos dados que determinarão quais varejistas conseguirão realmente entregar uma experiência personalizada em grande escala.

Descubra os desafios da personalização em escala no varejo e como integrar tecnologia, dados e cultura empresarial para alcançar resultados significativos com IA e dados de qualidade. content personalization personalization personalized marketing artificial intelligence IA

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